Por que a internet é um campo minado de ódio?

Por que ainda existem pessoas que postam comentários raivosos, de ódio, falta de simpatia e empatia na internet? Qual é o problema destas pessoas que em vez de ignorar uma postagem por não concordar fazem questão de expor o ponto de vista que é visto como raivoso? Internet deveria ser um lugar comum para pessoas aprimorarem conhecimentos, adquirir informações, conhecer pessoas, lugares, ter melhor qualidade de vida mas o que vejo é o completo oposto e questiono o motivo que levou a chegar num nível tão baixo.

Agora pouco vi uma postagem sobre um grupo de aluno do Recife que tiveram crise de ansiedade coletiva, na matéria informa que foi acionado o SAMU e que o motivo foi a volta às aulas pós pandemia. O que li nos comentários foram de pessoas criticando os alunos, fazendo chacota sobre eles terem que ter saído do TikTok para irem as aulas. Em vez das pessoas terem empatia ou pelo menos simpatia pela situação eles fazem exatamente que, o aluno que ler que sofreu de ansiedade ler os comentários vai desenvolver pânico, agorafobia, depressão… Qual o problema dessas pessoas que não conseguem respeitar o próximo e sua dor?

Acredito que a empatia seja algo extremamente forte para os que criticam, alias, a dor não é deles e eles não querem estar no lugar daquele que está sofrendo, até entendo, mas não respeitar a dor do próximo é demais também.

Independente da idade, sexo, religião ou falta dela, condição financeira, a ansiedade é real, os sintomas apresentados são reais, o cérebro te convence de tal forma que você tem certeza absoluta que vai morrer ou ter falta de ar. Ansiedade não é motivo para criticas, brincadeiras, bullying, é um assunto de extrema importância e caso não seja medicado corretamente a pessoa tem a vida limitada.

Sinceramente fico puto quando vejo comentários do tipo “é falta de Deus”, “é falta do que fazer”, “é falta…” sim, é falta sim mas não de coisas, fé, nada disso, é algo inexplicável, é falta de alto que você não precisa, que você não sabe o que é, de coisas que você mesmo não entende, é sempre falta mas de que? Nunca saberemos se não for tratada e tirar esta sensação de falta que o cérebro te faz acreditar.

Fica aqui o meu depoimento, se conhece alguém que tenha ansiedade, não brinque com os sentimentos da pessoa, não diga “vai passar”, diga “vamos fazer uma caminhada?”, “vamos passear?”, “vamos tomar um sorvete e ver gente”, ajude a pessoa a sair da situação de forma gradativa, sem forçar a barra, sem demonstrar que é necessário ter força para sair daquela situação, ajude de forma sutil, de forma carinhosa e com muito amor e empatia. Ansiedade não tem explicação, não tem motivos, mas te garanto que um simples abraço, uma tarde de café, uma conversa com risos é um remédio natural temporário (porém é necessário medicamento também).

Filhos? Não obrigado!

Não sei dizer se sempre tive esta opinião mas lembro que com 10 para 11 ou 12 anos eu já tinha decidido que não queria filhos, a ideia de ser chamado do “pai” já me causava desconforto ao longo dos anos e até hoje com a idade que estou a minha posição continua a mesma.

Vejo muita cobrança com as mulheres que decidiram não terem filhos, parece que há uma obrigação social/religiosa em criar família de humanos, a mulher que prefere animais de estimação a filhos não é errada da mesma forma o contrário, errado é o julgamento e cobrança por algo particular alheio.

Por um período eu me rendi e quis ter filho(a), durou um tempo relativamente longo mas depois voltei ao meu normal e agradeci por não ter dado certo, se tivesse, hoje estaria com 9 anos. Não me arrependo de não ter tido, a situação foi estranha, ruim, uma única vez senti o peso de “ser pai” mas foi rápido, depois a situação foi esquecida com o tempo.

Acredito que vim ao mundo para ficar comigo mesmo, entendo o peso de se sentir solitário mas não me vejo com um descendente, já tenho uma sobrinha por parte da irmã e está ótimo, o sangue continuará por mais um geração (até porque ela tem meu gênio também) e não sinto necessidades de ter um “só meu”.

As pessoas romantizam quase tudo e este é o maior problema, romantizar uma família, emprego, dureza da vida, alguém é dar um tiro em si mesmo e esperar que nada aconteça. O mundo mudou, as pessoas mudaram, tudo que era padronizado até certa década acabou, a minha geração gerou filhos inúteis, cheios de preguiças, os famosos “haters” são filhos da minha geração que acham que sabem mais que seus pais, ridicularizam os mais velhos, não respeitam ninguém e se acham os maiorais. Deixa eu com a minha forma de pensar que é melhor.

Acredito que daqui uns anos a quantidade de crianças nascidas será cada vez menor até chegar ao ponto de passar meses ou até anos sem nascimento, é normal, as pessoas estão cada vez mais conectadas com os animais, natureza, consigo mesma e não haverá sentido em ter um novo ser entre duas ou somente uma pessoa. Outro motivo também é esta geração não gostar tanto de sexo quanto a minha ainda gosta, eles preferem mandar fotos de suas partes intimas do que sentir prazer numa relação sexual verdadeira. Vai entender.

Hoje eu rejuvenesci quase 20 anos

Como é gostoso reviver os bons momentos por fotos.

Decidi transferir fotos antigas gravadas em dvds para meu laptop e claro, com isto, pude reviver momento de quase duas décadas atrás, uma época que a câmera digital de 3mpx era absurdo de cara, celular somente monocromático, ainda existiam locadoras, dvds eram o máxima da qualidade e tv de tubo ainda era vendida em lojas.

Das várias fotos (quase 10k) que tive que selecionar, muitas não lembrava de nada até ver e mesmo vendo algumas não consegui recordar, o tempo é cruel com a memória.

Fotos da fazenda do meu pai, muito antes da reforma, era a casa que meu avô morou a vida inteira, quando o frio era intenso e rigoroso (atualmente não sinto frio lá). Um período completamente diferente de hoje, claro, eu estava quase 20 anos mais novo, estava no auge da juventude, cheio de energia, testosterona, não bebia nada alcoólico (tive um período bastante longe sendo abstêmio), e hoje recordando e me sentindo como se estivesse lá foi uma viagem prazerosa com gosto de saudade e vontade de voltar (não com a pessoa que eu estava naquele momento, mas a situação).

Outra coisa que percebi foi poder reviver os momentos que uma ex-namorada estava presente e que não houve um despertar, não teve nada além de separar as fotos dela das minhas e só isso. O relacionamento acabou há mais de 10 anos e mesmo tendo um raro contato com ela por rede social, se pudesse voltar no tempo preferia sem ela, somente eu mesmo.

Já não gostei de me ver mais novo, não tem nada a ver comigo, parece que estou vendo foto de um irmão mais novo que não concordo com nada, é completamente diferente de mim de hoje. O fato que me incomodou meu passado em me ver, na época eu achava que era algo que hoje vejo que não era nada, mania do jovem que se acha mesmo.

Apesar de tudo foi bom revisitar meu passado, minha história, posso não concordar com algumas coisas mas na época eu concordava e fazia. Posso dizer que serviu de experiência minhas atitudes do passado para hoje eu me sentir bem comigo mesmo, ser alguém que me satisfaz e trás conforto.

O primeiro passo depende só de você

Uma amiga está sofrendo com ansiedade, já foi alertada para resolver logo isso, ela começou a frequentar um terreiro umbanda por indicação minha e lá as entidades “tocaram o terror” nela para mudar de postura e em vez dela focar nas coisas a serem mudadas ela focou nas coisas que ouviu e a ansiedade dela está alta.

Conversando com ela expliquei que é muito simples sair desta situação, são pequenas coisas que nos levam para baixo ou para o alto e no caso dela está puxando para baixo, porém é ela mesma quem está acelerando.

Expliquei a ela inúmeras vezes que tive síndrome do pânico, que a ansiedade é o gatilho e se ela não cuidar da saúde mental terá pânico e, se ela já não está conseguindo se reerguer com ansiedade, com pânico pode esquecer.

Quando digo é simples é porque conheço ela há décadas, ela tem a mania de culpar as pessoas pelos fracassos dela e ao mesmo tempo se auto culpar porém ela não enxerga qualidade nenhum em si mesma, situação que tende a piorar.

Segunda ela, não tem sonhos, desejos, não pensa em nada, alias, em se matar (coisa que já expliquei bem a ela).

Ela tem uma mania de vitimizar demais mas quando eu digo que ela vitimiza é claro que ela não gosta (é mais fácil se convencer de algo do que ouvir de outra pessoa a mesma coisa, ninguém gosta de ser criticado mesmo acreditando na crítica).

Complicado que tem anos que converso as mesmas coisas com ela e para corroborar o meu amigo, dono do terreiro e as entidades lá disseram as mesmas coisas para para, como ela mesmo me disse, só mudou a voz.

Já estive no fundo do posso várias vezes, hoje me vejo fora dele. Lembro de um amigo me dizendo para ouvir música alta quando eu fosse trabalhar, para eu me conectar com a música, então fiz e de fato me fez um bem danado.

Sinceramente eu não entendo muito bem o motivo que ela gosta de procurar formas de sofrer (vitimismo), não compreendo a maneira que ela pensa de si mesma e sobre as pessoas ao redor dela, ao mesmo tempo que ela diz pouco se importar ela dá atenção demais, satisfação demais, justificativa demais aos outros.

Tudo o que posso fazer para ajudar já tenho feito mas sinto que não progredi com ela, toda vez que ela conversa comigo é sempre o mesmo assunto, já sei de cor, e ela sempre justifica o motivo que as coisas continuam acontecendo até ouvir de mim “mas é culpa sua mesmo” e ela achar ruim temporariamente.

Minha avó paterna era fria, adorava o jeito frio dela em relação às pessoas e principalmente com a morte, meu avô paterno era prático, tranquilo, a pessoa morreu ele ouvia de boa, não demonstrava sentimentos de tristeza aparente, viva a vida dele de forma bastante satisfatória, meu pai tem uma certa frieza mas não chega perto da minha avó e eu já herdei a frieza da minha avó com a praticidade do meu avô e pai. Talvez o motivo de não entender muito bem a minha amiga seja a minha frieza calculista diante das atitudes dela, realmente não sei.

Torço para ela conseguir levantar, enxergar uma luz, ter capacidade de se orientar e dar o primeiro passo, não quero vê-la na merda (mais), mas quero ver ela bem. Tenho para mim que ela pode continuar nesta forma de sobrevivência por anos ainda e sinceramente adoraria ser surpreendido por ela pelas mudanças e não pela inercia.

Solidão não é tão ruim

Sempre tive tendência para solidão, de certa forma eu gosto de ficar sozinho, ouvir o silêncio, não ser incomodado e isso reflete na minha personalidade, no meu gosto musical, literário e filmes principalmente, quando vejo filmes que há locais como construções completamente isoladas, lugares abandonados, casas no meio do nada, mexem profundamente comigo, a minha imersão é absoluta, completa, satisfatório até certo ponto que é quando o filme termina e volto para realidade de uma capital, de morar numa avenida principal e importante da cidade que só para no sábado e domingo após às 14h e aí é praticamente silêncio absoluto.

Dentro desta contradição eu me sinto desconfortável pois a semana toda é correria, barulho, pessoas, e no fim de semana nada e infelizmente quando chega o fim de semana eu me sinto confuso, não sei lidar com a parada repentina do fluxo. Da mesma forma ocorreu na quarentena, tive que aprender a trabalhar em casa, sai de um prédio comercial para ficar na minha casa sob silêncio absoluto e no inicio foi entranho porém meu cérebro se adaptou muito bem e passei a viver como nos filmes distópicos, adorava sair na rua e não ver ninguém, não ver carros, só ouvia o canto dos pássaros e isso sim me dava satisfação, era a vida real que eu estava presenciando e não um filme.

Antes da quarentena eu trabalhava no centro da minha cidade, local tumultuado, cheio de gente, carros, a pressa era cotidiana, não se via ninguém ao mesmo tempo que via todo mundo, uma loucura. Quando houve a quarentena e fui ao restaurante para almoçar já senti a diferença de imediato, poucos carros na rua, mínimo de pessoas e mesmo assim havia policia para retirar o mesmo de circulação, então aos poucos fui me adaptando da forma como gostaria, de sentimento estranho passei a ter prazer sem andar na cidade sem tumulto, não tinha mais barulho de carros, mal via pessoas circulando, a sensação de medo de pegar COVID e morrer (era a realidade) e ao mesmo tempo de viver quase o filme “Eu Sou a Lenda” era ambíguo. No prédio que eu trabalhava com 15 andares estava praticamente vazio, no meu departamento estava com mais ou menos 20% de pessoas presencialmente e por um período curto eu vivi um momento único (curto pois fiquei de home office e maior parte do tempo estava dentro de casa, não havia necessidade de sair).

A minha mente em busca de paz e tranquilidade que também tem propensão a solidão está mais tranquila atualmente, claro que na base de Oxalato de Escitalopram, mas sinto-me mais em sintonia comigo mesmo, com a natureza em geral,

Chapação

Penso o quanto a vida poderia ser mais fácil quando se estar completamente bêbado constantemente.

Quando eu era casado uma das coisas que mais me davam prazer era quando eu estava bêbado, todos meus problemas desapareciam, eu vivia nas nuvens e sempre que tinha a oportunidade eu bebia.

O lado ruim de ficar bêbado é a ressaca, impossível não sentir ela, talvez amenizar, mas sempre vem com uma sensação de “vou parar de beber” mas no próximo fim de semana o copo está cheio novamente e a semana te faz querer beber.

O primeiro copo é sempre o primeiro culpado, quando se evita fica fácil não desfrutar do prazer mas quando os lábios tocam o liquido alcoólico o corpo/mente logo pede cada vez mais.

A primeira dose de um destilado é como uma limpeza da garganta, a sensação quando o liquido percorre o corpo e uma queimação toma conta do peito, o prazer imediato acorda, é praticamente como gozar, sempre a primeira vez do dia é mais prazerosa que os demais.

Uma cerveja, um cigarro, um local agradável para sentar e os pensamentos longe, não há melhor momento para ter tranquilidade, relaxar, o corpo fica mais “mole”, os pensamentos mais fluídos e a vida mais atraente.

Provavelmente ficar entorpecido tem suas grandes vantagens, porém as piores são inclusive a deterioração das células do corpo (órgãos em geral) a longo prazo (se tive o azar de ser a curto prazo, fodeu).

Ainda sou a favor do entorpecimento, seja através do álcool, drogas licitas ou ilícitas, desde que a mente se acalme tudo vale a pena para ter paz (da forma mais falsa e manipulada).

Last one in the world!

A primeira vez que ouvi seu álbum de estreia eu nunca imaginei que ouviria um som soturno, sombrio, voz “cavernosa”, rouca, gutural com belas melodias, músicas que me acompanham até hoje, seja na hora de dormir, passear, dirigir, deitado na cama…

A lembrança mais dolorosa que tenho foi quando tive meu primeiro ataque de pânico, estava ouvindo seu 3º álbum e até hoje me recordo da sensação e vejo tudo na minha cabeça como um filme mas apesar do momento sombrio do qual permaneci por muitos anos, sua música foi capaz de mudar muitas coisas em mim e sempre me trouxe alegria e paixão em ouvi-la.

Hoje vejo que você já não faz mais parte deste mundo, um mundo caótico, sombrio mas também belo, assim como suas músicas, letras, você conseguia colocar no papel o demônio interno, nas canções a sonoridade mais densa e nada disso era incomodo para quem ouvisse de verdade, pelo contrário, era pode sentir o céu e inferno ao mesmo tempo.

Lamento profundamente a sua despedida, sei que não haverá mais nada seu, apesar que acredito que ainda exista projetos e canções não lançadas, mas me doí saber que você é o músico que eu mais admiro, mais tenho prazer em querer ouvir e vou além, a primeira vez que fumei um charuto foi por causa de uma matéria que li sobre o seu 2º álbum que justificava a sua voz extremamente rouca pelo uso de charuto e whisky, na minha adolescência eu queria uma voz rouca e imponente como a sua!

Fica aqui meu total respeito e admiração pela sua obra, pelos bons e maus momentos, por tudo que me acompanhou e ainda acompanhará! Você continua o único no mundo, seja nesse ou no outro!

Sonho interligado? Talvez.

Noite passada tive um sonho no mínimo estranho, claro que foi influenciado pelos filmes apocalípticos que tenho na minha memória.

Primeiro sonhei que estava num casarão enorme, cheio de pessoas (acredito que mortas) mas estava eu e outras pessoas comigo que não conheço (nem vivos nem no sonho) e andávamos procurando por coisas que deixaram lá (pois os donos estavam mortos) e o que encontrávamos pegávamos (desde sapatos até comida deixada na mesa).

Depois eu estava num tipo de barco enorme, estavam reunindo as pessoas para salvarem de uma inundação e do céu eu vi um cometa, meteoro ou sei lá o que caindo rapidamente e se chocando com o solo a uma distância enorme (aparentemente segura para nós), mas o que aconteceu foi uma explosão gigantesca e uma onde de fogo com água veio em nossa direção, aí senti o barco saindo do lugar e a água nos levando para não sei onde.

Agora o mais loco dos meus sonhos, o barco na verdade estava levando a minha quadra (onde realmente moro) e quando olhei para um lado não reconheci o local, então subi no muro e vi o meu vizinho que tem oficina mecânica (e estava trabalhando kkk) subir também no muro para se situar e foi quando ambos concordaram que estávamos num setor próximo ao meu.

Acordei sem entender nada, a sensação de fim do mundo com a prisão dentro da própria casa que estava em cima de uma embarcação gigante (não vi o barco mas no sonho ficou subtendido). Não sei bem o que o sonho pode explicar, mas o setor que chegamos após o deslocamento decorrente da onda d’água é o mesmo que sonhei que estava uns dias atrás. Estava andando por ele e resolvi pegar uma rua que (no sonho) é um subida (no setor existem várias ruas assim mas a do sonho acredito que não exista de verdade) e lembro de casas, sobrados, lugares que nunca vi na vida.

Se o primeiro sonho que eu estava neste setor foi o inicio e o segundo o meio, quero demais ver onde vai dar o próximo sonho (neste setor), pode demorar anos ou dias, nunca sei, mas sei quando é meio que continuação ou um tipo de “link” entre sonhos, independente do tempo entre eles.

Conexão perdida

Entre meus 12 à 18 anos tive o cabelo grande, por diversas vezes eu pensava em cortar ele ao mesmo tempo que o apego de arrepender era desafiador. Quando fiz 18 anos cortei bem curto e por 2 anos mantive curto até deixar crescer novamente e quando estava mais ou menos abaixo do queixo eu cortei curto (achei que estava caindo demais e estava com receio da calvície). Por mais de 10 anos eu mantive meu cabelo curto padrão.

Depois que cortei pela segunda vez comecei a alimentar uma vontade de raspar a cabeça mas eu era influenciado por namorada na época e não fazia, apesar que cheguei a cortar bem curto (pente nº 4 ou nº 5) e por anos foi assim até eu arriscar cortar um pouco mais, passei o pente nº 3, estava muito magro na época e fiquei com cara de doente, arrependi demais e deixei quieto o desejo de raspar por muito tempo.

Já com meus 30 e tantos anos decidi deixar crescer novamente, mantive ele por quase 2 anos até que um dia cheguei de uma viagem e fui no barbeiro e pedi para raspar no pente nº 1. A esposa dele estava no dia e pediu para eu não fazer isso, ela achava meu cabelo muito bonito mas mesmo assim eu raspei e adorei desta vez. Por um período mantive o meu cabelo raspado no nº1 e de vez em quando deixava crescer um pouco para o “corte padrão masculino”, não aquele degradê mas o padrão mesmo.

Então fiquei desempregado por 1 ano e neste período mantive o corte no 0, comprei a maquina de cortar e eu mesmo raspava a cabeça toda semana, adorava o vento na cabeça, por muito tempo as pessoas (que nunca me viram com cabelo) pensavam que eu era calvo ou tinha o cabelo crespo, e eu raspava não porque não gostava do meu cabelo mas porque eu gostava de sensação de “liberdade”, de fazer exatamente o que eu queria fazer e do jeito que eu queria, pra mim foi libertador.

Já na pandemia a empresa dispensou de ficar pessoalmente e comecei em home office e como todos naquele período decidi deixar o cabelo crescer (muitos cortaram, deixaram a barba, ou seja, fizeram coisas que antes não tinham feito, efeito da quarentena) e até hoje mantenho o cabelo longo, já são quase 2 anos que deixei crescer e até o momento estou gostando muito, apesar que tem que não goste mas eu ignoro.

Curioso que as pessoas que pensavam que eu era calvo ou tinha o cabelo crespo, quando me viram de cabelo maior assustaram, teve uma que meu viu com a minha namorada e perguntou para as pessoas próximas se a minha namorada estava com outro namorado (rsrsrsrs), ela não me reconheceu, outras duas pessoas me acharam mais novo, um deles não acreditou o quando eu aparentava ter menos idade, acho que ficou com inveja pois não parava de me olhar e outro ficava falando o quanto eu fiquei novo e como que eu não era calvo ou meu cabelo crespo (meu cabelo é liso). Claro que a minha vaidade ficou nas alturas ser elogiado por todos, mas teve também quem disse que fico melhor com cabelo um pouco mais curto (na verdade nem curto nem grande mas no meio do caminho).

Hoje olhando no espelho enquanto escovava meus dentes antes de tomar banho percebi que eu hoje de cabelo grande não tem conexão alguma com meu eu de 17 anos de cabelo grande, parece que nunca tive cabelo grande e quer agora é só um momento diferente. Não consigo me conectar comigo mesmo (nesse caso é me associar que um dia tive cabelo muito grande) e também percebi que a minha barba esta aparentemente mais branca.

Em dezembro eu quis mudar e pintei a barba de preto (cor natural dela) e por quase 2 meses a mantive assim até que um dia a tinta acabou e decidi raspar a barba e ver meu rosto (depois de muito tempo sem tirar por completo) e agora, depois de 2 semanas sem a barba resolvi deixar crescer novamente e percebo que aumentaram a quantidade de fios que antes eram pretos e agora estão brancos, acredito que daqui uns 2, 3 anos minha barba será quase por completa branca.

Já o cabelo tem fios brancos visíveis, vejo os fios que caem naturalmente e sempre me deparo com um longo fio branco. Por ter deixado o cabelo crescer os fios brancos vão demorar surgir mas acredito que se estivesse raspando a cabeça o fios brancos seriam em maior quantidade. Os primeiros fios brancos da barba surgiram quando eu tinha 27/28 anos, na época eu extraía pois era coisa de menos de 10 fios, já na casa dos 30 foi aumentando e extrair o fios já não era viável e hoje na casa dos 40 só pintando mesmo.

Sinceramente não me importo em ter a barba branca, os o cabelo ficando branco, sou relativamente peludo e tenho fios brancos em toda parte (minoria mas tenho) e não me importo nem um pouco. Faz parte da idade e não tem dessa de “eu sou homem, homem grisalho é bonito”, acho lindo mulheres novas com cabelo branco (seja pintado ou não). Tenho uma amiga que adora pintar o cabelo de quase branco, é um loiro platinado mas puxado para o branco, acho lindo!

Acho importante aceitar as mudanças, aceitar que tudo é diferente mesmo sendo igual ao passado, ter cabelo grande hoje é completamente diferente de quando eu era mais novo, eu usava brincos na adolescência, ainda acho legal, quero usar alargador, quero fazer o que não fiz, quero continuar sendo eu mesmo e não me importar para o que dizem. Tenho 43 anos de idade mas me considero jovial demais, e a cada dia que passa percebo que quero continuar jovem, não esses jovens de hoje mas o jovem de bermuda, tênis, camiseta, brinco, cabelo grande, de beber até cair e achar graça de si mesmo (já sou assim). É importante ser eu mesmo e não agradar os outros. Para mim é ser livre!

Internet, lugar também de ódio

Pessoas atrás de uma tela de celular ou computador se sente no direito de escrever merdas para outras pessoas sem necessidade alguma, as vezes para ofender ou criar uma polemica, alias, a internet hoje é basicamente uma área que as polemicas tem maior visibilidade do que mensagens boas.

Eu sempre busquei conhecimento a partir de leituras, vídeos, conversas entre pessoas entendidas e quando sou questionado de forma ofensiva eu caio de pau mesmo, provo meu ponto de vista através de fontes, fatos escritos e não da minha cabeça.

No passado tive um amigo que gostava de bater de frente comigo e toda vez eu provava o que estava falando e ele sempre achava ruim a minha atitude pois colocava ele em “xeque-mate”. Ainda hoje faço isso, não com ele mas com todas as pessoas que precisam de fatos para se calarem.

Recentemente fiz um comentário numa postagem e um geração inútil postou que a minha opinião foi tirada da minha bunda, eu que não aceito ser contrariado quando estou certo, tirei foto da página do livro, informei o número da página, capitulo e título do livro e ainda o chamei de ignorante que fala pela bunda (devolvi a expressão) e para deixar mais polemico o chamei de inútil que não lê e sai falando o que não sabe! O que ganho com isto? Nada, mas não deixo falarem merda para mim em vão.

Ultimamente estou tendo diversos problemas com a geração nascida a partir de meados dos anos 90, adolescentes que acham que detém conhecimento através de whatsapp, instagram, facebook, tik tok, youtube, não sabem procurar em livros, não tem a mínima vontade de ler e aprender, preferem ofender virtualmente mas que pessoalmente não devem ter opinião nenhuma.

Exemplo recente é o caso do podcaster Monark que defendeu a criação de partido nazista no Brasil. Ele é um comunicador que gostava de provocar, criar polémicas e com isto ele foi se achando a tal ponto de pensar que nada o atingiria mas agora atingiu, a “casa” dele caiu.

Internet não deveria ser um campo de guerra, deveria ser uma grande enciclopédia, uma biblioteca infinita, as pessoas tem que ter maior discernimento sobre o que escrevem na internet e menos sentimentos, escrever para ofender é fácil mas quando o ofendido tem poder de ofender com fatos, será quem o ofendeu aceitará a “bofetada”?

Vejo a internet como um motivo real de uma guerra verdadeira no futuro, não sei se será uma guerra de soldados reais se matando ou uma guerra virtual que o ataque será cibernético, mas se não houver um controle das coisas que acontecem dentro da internet logo seremos vitimas na vida real.