12 livros por ano

Este ano coloquei uma meta de ler 12 livros, 1 por mês (é pouco, eu sei, mas é o que consigo) e em Janeiro li “Memórias de minhas putas tristes”, em Fevereiro comecei com “O Exorcista” e enrolei até Março, mas foi veio a grande oportunidade de mudar isso, comprei o Kindle da Amazon e terminei o livro ainda em Março e de “quebra” baixei um com vários contos “O Vilarejo”, li numa tarde, então vi que o livro “Me Poupe” estava grátis na loja e tratei de baixar e comecei a ler logo em seguida, mas como já tenho o “Legião” que é continuação do “O Exorcista”, comecei a ler em paralelo. Em março terminei o “Legião” e hoje o “Me Poupe”. Em Março li dois contos do Stephen King “O Fantasmas” e “Turno do Cemitério”. Hoje baixei o “O Homem Duplo”, li o primeiro capitulo (estranho por sinal), mas vou terminar ele. Tenho outros títulos para ler e quero me focar nos 12 livros (minimo) neste ano, mas se tudo correr da forma como está, acredito que consigo ler mais um pouco.

O Kindle me deu uma gás para concluir a leitura, como que uma obrigação imposta e como tenho a prática (recente) de ler por capítulos, fica mais leve a leitura e manter o ritmo adequado para não me perder do foco. Já pensei “por que não estudar em vez de ler livros?” e até agora estou pensando que ler livros me ajudará de outras formas, mesmo eles sendo de “ficção”, me ajudará a expandir o cérebro (vamos fingir que existe isso) e consequentemente ajudará nos estudos (assim acredito).

Por que 1 livro por mês logo agora?

Satisfação pessoal somente, terei melhor conteúdo, saberei usar as palavras de forma correta, meu senso critico sera com embasamento sólido e claro, ler é poder viajar sem sair de casa, sem gastar dinheiro, sem problemas, ler é a liberdade que me faz feliz. Então sim, quero ler mais, ter o hábito de ler sempre, mesmo que seja 30 minutos diários (é um minimo muito bom) deixar o laptop e celular mais de lado e me focar no que realmente interessa, evoluir. Tive um professor que dizia que o conhecimento é a única coisa que o diabo não tira, claro que tal pensamento é válido e falho, já que um Alzheimer já lhe tira tudo de uma vez, mas em contrapartida, ler diariamente também evita do Alzheimer chegar, mantem o cérebro sempre em funcionamento (mente sã corpo são).

Fica aqui a minha dica, leia, comece por contos, procure um gênero de seu interesse e mergulhe nele aos poucos, se deixe levar pela atmosfera do autor, sinta-se imergido de tal forma que seja como ver um filme, mas você dentro dele, deixe suas “asas” se soltarem vá em frente.

Legião – William Peter Blatty

Tenente Kinderman é o policial eloquente com seus devaneios em solucionar os casos de assassinatos que envolve um serial killer morto há anos.

Aqui, o diabo do “O Exorcista” é somente a força motriz para os assassinatos. Ele deixou de ser o protagonista e não causa mais medo como outrora, porém as mortes são as mas horrendas possíveis, a forma como são descritas é possível ver a cena com clareza devido os detalhes.

Legião é uma continuação do “O Exorcista”, ambos escritos pelo William Peter Blatty. No “Exorcista” o diabo toca o terror sem motivos, somente o ódio que ele sente pela Reagan já é o suficiente para fazê-la sofrer fisicamente e afetar a família. Sua mãe uma ateia que passa a acreditar em possessão e busca no padre Karras a solução para um possível exorcismo. Já em “Legião” há o assassino de gêmeos que matava as pessoas que tinham a letra “K” no nome devido seu pai se chamar Karl e sua aversão a ele, então o assassino matavas as pessoas para que seu pai soubesse e se sentisse mal por isso.

“Legiao” é um livro de suspense policial. Ten. Kinderman busca informações para solucionar os recentes assassinatos que foram feitos da mesma forma que o assassino de gêmeos fazia, porém ele está morto há anos. Aqui é mostrado o diabo como uma força invisível que permite que o assassino tome posse do corpo do padre Karras morto logo após o exorcismo (que na verdade ele foi possuído e se matou logo em seguida). Quem toca o terror mesmo é o assassino de gêmeos, não na forma física mas ele pode se transportar para outros corpos e usarem eles como veículos de suas insanidade que, segundo ele, são obras de arte.

Na década de 90 foi feito o filme “O Exorcista III” baseado no livro “Legião” e dirigido pelo auto do livro. Muito do filme tem no livro mas o final nada tem a ver. Segundo li em fórum, o estúdio na época quis que colocassem um exorcismo no final para chamar a atenção do filme (promover mesmo) e lendo o livro o tal exorcismo não se encaixa de forma alguma. A forma como o livro termina é estranha, mas da sentido às duas obras, principalmente para o Ten. Kinderman.

Diferentemente do “O Exorcista”, “Legião” é mais extenso em explicar melhor os personagens, as mortes. Aqui tem-se todo o tempo para explorar melhor, coisa ué no “Exorcista” parece que não teve.

Achei “Legião” melhor que “O Exorcista”, por ser um suspense policial cheios de um terror sobrenatural, não te deixa com aquela sensação de estar lendo um livro “demoníaco”. O medo é abstrato e bastante real.

Pearl Jam – Gigaton

Há 20 anos que o Pearl Jam estacionou sua carreira com álbuns inexpressivos comparados à década de 90 que teve lançamentos como “a trilogia” inicial com a mesma sonoridade da banda, “No Code” que eles pegaram carona com Neil Young no maravilhoso “Mirro Ball” e fechando a década com o álbum mais “adulto” “Yield”. Com a virada da década houve lançamentos irregulares como o estranho “Binaural” e ao meu ver um tentativa de volta as origens com um pouco da mudança na sonoridade no “Riot Act” e “Pearl Jam”. “Backspacer” é o álbum que menos gosto (alias não curto mesmo) e o excelente “Lightning Bolt” que deu um folego novo para a banda, mas ainda não estava no mesmo nivel dos 5 primeiros.

Em 2020 a banda lança o single “Dance of the Clairvoyants”, quando ouvi lembrei do último álbum do The Strokes, música extremamente pop sem a identidade da banda, e depois o segundo single “Superblood Wolfmoon” tirou mais ainda a minha animação em querer ouvir o álbum completo. Hoje achei para baixar o álbum, pensei bem e decidi baixar para ouvir e que talvez acreditar que os dois singles seriam um “patinho feio”, já que a banda já tinha dito que o primeiro single não reflete a sonoridade do disco.

A primeira música é Pearl Jam sem mais nem menos e não é o PJ a pós Binaural e sim o anos 90 com atual, e a parti desta música as coisas mudaram e muito em relação a minha opinião. O curioso que os dois primeiros singles são exatamente a 2ª (Superblood) e 3ª (Clairvoyants) do disco e digo que elas se encaixam tão perfeitamente que logo as minhas impressões que elas eram ruins sumiram. O álbum continua mantendo o nível ate o fim, Seven O’Clock é linda, a forma como Eddie Vedder canta lembra muito Nick Cave com muitas camadas sonoras hipnotizantes que remete um The Smashing Pumpkins do Machina (as camadas e não o tipo de música).

O disco tem 5 músicas que ultrapassam os 5 minutos e são as mais interessantes, mais grandiosas, incluindo a faixa da abertura. Ouvi o disco de forma não dedicada, gostei de tudo o que ouvi e digo que é o melhor álbum em 20 anos do Pearl Jam. A sensação é que a banda do fim dos anos 90 está de volta, sem músicas chatas, radiofônicas, Eddie Vedder não está cantando “chorando” como nos últimos álbuns nem tentando inserir elementos de sua carreira solo dentro do contexto da banda. Posso dizer que a banda está em outro patamar, não tem mais aquela sonoridade que a caracterizou como “grunge” e hoje eles estão mais amplos. Posso dizer que a fonte que eles beberam continuam sendo as mesmas com abertura de outras como Nick Cave (que me referi acima) e os preenchimentos que Smashing Pumpkins tem que deixam as músicas maiores, cheias, mas não vejam como algo ruim, a banda soube moldar perfeitamente o disco que vai agradar os antigos fãs e atrair novos ouvidos.

Para concluir, não é a toa que o nome do álbum é “Gigaton” pela quantidade de sonoridade inserida nas músicas, acredito que seja proposital!

Livro "O Exorcista" de William Peter Blatty

Na década de noventa eu tive uma namorada que me disse que o livro “O Exorcista” é mais pesado que o filme e por anos eu fiquei com isso na cabeça até alguns anos atrás comprar o livro e fazer a comparação, mas devido a minha preguiça na leitura (vagabundo mesmo), o livro ficou num ponto estratégico para eu ver ele e pegar para ler (e mesmo assim continuo lá parado) até mês passado eu decidir pegar e começar a leitura que, por devidos fatores, não consegui concluir no mês e há 3 três quando chegou o Kindle eu consegui terminar a leitura ontem e vou tentar comparar o livro com o filme nas próximas linhas.

Antes de terminar o livro fui assistir “O Exorcista III” que é uma continuação meio direta do primeiro mas com abordagem diferente e ao pesquisar sobre o filme (críticas e resenhas) leio um comentário que o livro do mesmo filme tem um final diferente do filme e o livro o diabo não “toca o terror” como no primeiro. Só por essa frase despertou mais ainda a minha curiosidade em terminar o livro.

O Livro por mais que o autor consiga passar a atmosfera satânica da situação, fique muito aquém comparado ao filme com a questão visual, momento algum tive “medo”, “receio”, nada, achava certa graça no linguajar do demônio (que poderia ter sido mais pesado). Já faz muitos anos (muitos mesmo) que vi o filme e ao ler o livro sentir que faltavam coisas (provavelmente esquecimento meu ou lacunas do livro mesmo que no filme foi melhor trabalhado), mas sim, o livro não é tão pesado quanto o filme.

O diabo não “toca o terror” como eu gostaria de ter lido, pelo contrário, ele ataca com palavras e algumas cenas que chocaria qualquer fiel da igreja (católica ou evangélica) como a masturbação da Reagan que pega a cabeça da mãe dela colocando-a na vagina ensanguentada (por causa do crucifixo que o diabo usou para se masturbar) e esfrega a cara da mãe dela dizendo para chupar a filha.

O diabo a todo tempo diz se refere a Reagan como porquinha. A morte do Padre Merrin ficou estranha, pois o padre Karras se ausenta do exorcismo para ir ao dormitório para tomar um banho e descansar, mas o detetive Kinderman chega no dormitório para conversar com o Karras que leva alguns minutos, então o Karras volta ao exorcismo e e percebe que Merrin estava morto. Neste momento ele se deixa levar pelo sentimento, se levanta e arma os pulsos como se fosse brigar de boxe com o demônio dizendo para tomar ele (não há contato físico) e a forma como ele morre fica subtendido, sem muita emoção como no filme.

Achei as cenas do livro superficiais, o foco maior ficou na mãe da Reagan seguindo pelo padre Karras (até concordo devido ao final dele), mas a mãe só chora, desespera, do nada acredita que a filha está possuída (para quem se dizia ateia) e deixa de acreditar na medicina para acreditar no desconhecido. O padre Karras psiquiatra com a fé abalda quer desacreditar que a menina está com o demônio para acreditar na medicina. Padre Merrin aparece do nada (não, teve uma conversa sobre convocar ele para o exorcismo, porém quando ele aparece já é para tirar o diabo do corpo da Reagan). Kinderman é mostrado como o detetive sem noção e sem justificativas de uma amizade entre ele e o padre Karras (eles se viram três vezes, o padre não deu muita atenção ao detetive que mesmo assim ficou insistindo). Talvez a parte mais estranha é a do mordomo Karl que casado com Willie (ambos trabalham na casa) tiveram uma filha que morreu, mas na verdade e filha está viva e é dependente quimica, somente o Karl sabe onde a filha mora e a mãe na crença que a filha morreu (literalmente, pois ela não sabe que a filha esta viva, Karl esconde dela), achei nada a ver incluir isto no livro, desnecessário.

Este livro não é caso do “Laranja Mecânica” que o filme é superior ao livro (na verdade o livro é um verdadeiro lixo), “O Exorcista” mexe com seu imaginário, a cada cena do livro você cria o “link” com a cena do filme (é possível, mas não todas). Aconselho a ler primeiro o livro, depois assistir o filme, talvez a experiência seja melhor (duvido).

Saindo do foco, teve um livro que li duas vezes do J.W. Rochester (“Feitiço Infernal) e as duas vezes me perturbou muito, me assustou muito, leitura tensa, pesada, apesar de ser um livro mais espirita, a temática é mais terror demoníaco mesmo (nada a ver com os romances espiritas). Ah, tem também os livros do Stephen King, talvez ninguém consiga mexer com seus nervos como ele.

Quando eu e a alegria nos encontramos

Tem alguns dias que sinto uma alegria sem motivos aparentes, as vezes o vento passa frio por mim e uma sensação de bem-estar surge, uma música boa que ouço e sinto-me bem em seguida, também quando nada está acontecendo, uma alegria vem e toma conta. Não quero entender nem descobrir o motivo, quero simplesmente sentir a sensação que tudo dará certo.

Quando sentia-me bem dessa forma, era uma lembrança da minha juventude que surgia através da música, clima, pensamentos, agora essas novas que estou tendo não tem nada de passado nela, sou sensações bastante presentes. Amo o clima frio, nuvens carregadas de chuva, vento frio, boa música e sim, tudo isso ajuda, mas a alegria que sinto é como se tivesse ganhado um presente que tanto desejava, mas abstrato.

Uma dádiva que quero preservar, talvez no futuro poder lembrar desse momento e sentir-me bem como agora.

Kindle da Amazon, primeiras impressões

Desde muito novo que tenho contato com livros, tanto por vias escolares quanto pela minha mãe que é uma leitora aficionada, mas confesso que sou um vagabundo quando se trata de ler livros. Um livro de 300 páginas eu levo meses para ler, não porque leio devagar, mas leio por capítulos, minha leitura é eventual.

Quando a Amazon lançou o Kindle, fiquei tentado em adquirir, mas fiz besteira e comprei um tablet acreditando que iria ler livros nele, estava enganado. O tablet é pesado, a autonomia de bateria é ruim, os apps de e-book são horríveis, a tela não é favorável para leitura, tanto com sol, céu nublado, dia ou noite. Depois de anos “namorando” o Kindle, decidir comprar.

O primeiro passo foi descobrir como funciona, se ele aceitava transferência de livros e quais extensões ele aceita. Descobri que enviando o livro (pdf, epub entre outras extensões) por e-mail e no assunto incluir a palavra “convert”, ele converte para a extensão da Amazon (AZW3), mas também tem a ferramente gratuita Calibre que converte os livros para inúmeras extensões além de ter outras ferramentas como edição de metadados, edição do livro (html), pode mudar a capa, excluir páginas, palavras e imagens, visualizar o livro no Kindle e/ou na biblioteca do pc (você que direciona qual pasta quer) e claro, pode enviar o livro já convertido direto para o Kindle, uma ferramenta potente e gratuita.

O dispositivo e tão leve que não se sente ele, tanto que para ler usando uma mão o suporte é o seu dedo mindinho e não incomoda pela leveza. Quando liguei o Kindle e passei alguns livros, estranhei a forma como a tela se comporta, ele desligado fica com a tela branca (tecnologia Ink) e ligado tem a proteção de tela (ou descanso). As páginas simulam livros de verdade, até o toque na tela tem aquela sensação “áspera” de tocar as folhas de um livro. Li que a bateria tem duração de 1 mês com leitura diária de 30 minutos, ainda não pude comprovar, estou somente a dois dias com ele, mas não duvido que a bateria tenha autonomia de pelo menos uns 10 dias com leitura diária de 1h ou mais.

Quanto a leitura, que experiência gostosa, não cansa os olhos, não dá sono (em mim livro comum dá sono), quanto mais lia mais queria. As configurações de visualização são pequenas mas essenciais como tamanho da fonte, disposição do texto, visualização restante de tempo de leitura em minutos (do livro ou até o fim do capitulo) ou por numeração interna de página ou nenhum e ainda mostra quantos % já foram lidos. Eu gosto de ler e parar por capítulos, então configurei para mostrar quantos minutos faltam para terminar o capitulo.

O primeiro livro que estreei foi “O Exrocista” de William Peter Blatty, o mesmo do filme. Tenho o livro físico mas ele esta soltando algumas páginas e foi por este motivo que comprei o Kindle. Estava lendo o livro e continuei no dispositivo, que experiência mais deliciosa, tanto que já transferi a continuação, “Legião” do mesmo autor.

Aproveitei e converti os PDF que tenho do Stephen King, muitos contos individuais, livros que queria ler mas não tenho paciência de ler pelo laptop ou tablet (e na forma física ainda são caros).

Outra vantagem do Kindle são os valores dos livros digitais, são a metade do preços das versões físicas. A Amazon tem um sistema de assinatura Unlimited que você paga R$ 19,90 por mês para ter acesso a mais de 5 milhões de títulos podendo baixar máximo 10 livros por mês, a cada termino de um livro, ao excluir de sua biblioteca você tem direito a baixar outros (sempre respeitando os 10 livros por mês), ou seja, é aluguel e não compra, mas nada impede de manter os títulos no Kindle.

Realmente aconselho aqueles que amam ler livros quantos os preguiçosos (como eu) a comprarem o Kindle. Ainda lembro da “polemica” que ele mataria os livros físicos, mas não matou, ainda existem pessoas que são apaixonadas pelo livro física (quem não é de verdade?), mas a facilidade em ler vários livros e não ocupar espaço (cabo no bolso da calça, na mochila, na bolsa) é muito melhor. Neste caso, aconselho a manter o dispositivo e a paixão pelo livro físico, com certeza não irá te incomodar em nada ter mais de uma opção super válida para ler seus livros.


Este ano eu tinha a meta de ler um livro por mês (falhei no mês de Fevereiro e achei que iria falhar em Marco) mas em dois dias consegui ler 40% de 70% do “O Exorcista” e quero terminar o livro ainda essa semana para iniciar a continuação.

Como teria sido?

O sonhos mais curto que tive foi algo estranho que, buscando na memória, nunca tive. Não sei quem é você, como que surgiu, mas sei que a sua filha é muito parecida com uma prima minha, apesar de não ser a minha prima (claro), mas o mais estranho foi o sentimento meu pela sua filha, algo paterno, uma vontade de ser o pai dela, de criar ela como se fosse minha também, mas continua sem saber quem é você.

Pensei que fosse a minha namorada, mas não era. Sua filha deveria ter uns 18 anos, alta, morena, olhar sereno e calmo e eu dizia a ti “se casarmos vou registrar sua filha como se fosse minha”, tolices a parte, mas não o sentimento paterno.

Acordei e lembrei desta prima, da qual não tenho contatos, depois tentei lembrar desta mulher, a mãe, mas sem sucesso. Fiquei com a sensação estranha de querer criar esta adolescente, logo eu que não quero, não posso.

Em 2012 a minha ex, que na ocasião era a minha noiva, teve uma gravidez tubária, perdemos o bebê e as chances de termos outro de forma natural (ela perdeu a segunda trompa nesta gravidez) e por alguns anos eu pensava que por um período curto de algumas horas fui quase pai (só descobrimos a gravidez quando a trompa estourou e ela teve que correr para o hospital). Hoje estaria com 7 anos (teria nascido em 2013) e não sei com teria sido.

Então, esta foi a única vez que quis ser pai, quis formar uma família com a minha ex, antes e depois dela o sentimento inexiste. Agora com este sonho, apesar do significado não ser aquele que sonhei, não deixa de mexer comigo. Hoje aos 42 anos não quero ter filhos, mas confesso se tivesse um(a) filho(a) de uns 18 a 20 anos seria interessante.

Como sempre meus sonhos curtem comigo e a minha impotência permanece inalterada diante deles.